Ela, a HP e eu

Paula-Ricardo-2A minha história com a HP começa com um reencontro, após 10 anos do término da faculdade, com uma “caloura” cuja beleza naquela época já me chamara a atenção. O reencontro – ou “primeiro reencontro” – foi, porém, muito rápido e então foram precisos mais alguns meses para que eu de fato mergulhasse no mundo da HP.

No fim do ano de 2012, réveillon de 2013, Paula e eu tivemos o “segundo reencontro”, desta vez numa pequena cidade do litoral brasileiro. Ali, no último dia, demos os primeiros passos para a construção da nossa história de amor, que veio a se transformar em casamento, no dia 22/11/2014. E foi nesse meio tempo, buscando, dentro do possível, dar a Paula apoio e conforto diante da perda que ainda muito sofrimento lhe causava (a Paula conta a sua história também aqui neste site), que fui me envolvendo com a HP, com as suas histórias, com a luta dos pacientes e com os desafios que deveriam ser enfrentados.

Mesmo com o falecimento da mãe, a Paula continuou à frente da ABRAF – associação que tem como objetivo a busca de melhorias no tratamento da HP –, e muitas vezes me deparei com situações em que ela se mostrava introspectiva e extremamente angustiada. Como se a ferida aberta pela perda – que, naturalmente, nunca irá se cicatrizar por completo – estivesse,
ainda, em carne viva. E essa realidade me trouxe a dúvida se o melhor não seria convencê­la a afastar­se aos poucos da ABRAF, encontrando alguém para sucedê­la. Mas bastaram os primeiros eventos, os primeiros contatos com os pacientes para que eu pudesse compreender que a sua luta não poderia parar. Que o melhor caminho seria unir forças, estar ao lado dela, cada vez mais, na busca de um futuro melhor para quem vivencia a difícil realidade da HP.
Foi assim que passei a dividir dúvidas, atividades, projetos e sonhos pela HP.

Foi assim que trouxe a HP também para a minha vida. Foi através da HP, durante um evento no Chile, em novembro de 2013, em meio a tantos pacientes, familiares e médicos, que tomei uma das decisões mais importantes de minha vida: o pedido de casamento.

Por tudo isso, fazer parte do Team PHenomenal Hope Brasil é, além de um orgulho, extensão do meu envolvimento com a Paula e com sua causa, pela qual, em nome da memória de sua mãe, ela tanto se dedica.

– Ricardo Panato

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