Ricardo Botshkis

Meu primeiro contato com a corrida foi no final de 2009 e meses antes fui diagnosticado com Fobia Social (Sociofobia). Já faziam quase 2 meses que mal saia de casa e não me sentia seguro o bastante para enfrentar as pessoas na rua.
Em determinado dia, em uma das inúmeras crises de insonia, fui ver o nascer do sol da varanda da minha casa e observei que tinham pessoas correndo logo cedo. Resolvi fazer o mesmo no outro dia: calcei meu tênis, peguei meu mp3 e sai correndo pelas ruas próximas a minha casa. Mal consegui correr um quilômetro, mas fui persistente e em menos de 4 meses resolvi participar da minha primeira prova de 10km aqui em Recife. Desde então, não parei mais de correr.
Participei de diversas corridas e meia-maratonas pelo Brasil (Corrida de São Silvestre, Meia Maratona Internacional de SP, Meia Maratona de Fortaleza, Meia Maratona de Salvador, 10 milhas Mizuno – Etapa Brasilia, etc) e também participei, em 2013, da Meia Maratona Internacional de Santiago – Chile, a unica fora do pais.
Eu vejo a corrida como o meio mais fácil para a pessoa que quer começar a praticar alguma atividade física. Não é necessário nenhum parceiro, quadra, acessório… A pessoa só tem que calçar o tênis e começar a correr pelas ruas. O benefício físico e mental é enorme. Ter um acompanhamento médico é importante, então, antes de tudo, é sempre bom fazer os exames necessários para que você possa correr de forma correta e segura.
Fui saber da existência da hipertensão pulmonar e do Team Phenomenal Hope em 2018, por meio de Ena Grimald, que me enviou o link do Instagram do Team; e só agora decidi me tornar atleta voluntário e assim informar o maior numero de pessoas sobre a existência de tal doença.
Espero que doar o meu folego para aqueles que não podem correr possa trazer um pouco de alegria.
A corrida pode mudar sua vida.
Acredite e corra.